Veja como agir em casos de alergia alimentar


Alguns cuidados são fundamentais para proteger a vida do paciente em casos de reação alérgica

A alergia alimentar é uma condição grave que merece cuidado A alergia alimentar é uma condição grave que merece cuidado Imagem: Liana Nagieva | Shutterstock

A alergia alimentar é causada devido a uma resposta do sistema imunológico quando o corpo identifica proteínas de algum alimento ou bebida como nociva para o organismo. Qualquer alimento pode causar esse tipo de reação. Todavia, os mais comuns são leite, ovo, soja, trigo, peixes, frutos do mar, amendoim e outras oleaginosas.

Os sintomas de uma alergia alimentar podem variar de leve a grave, podendo colocar a saúde em risco e até mesmo causar morte. A Dra. Marcella Garcez, mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, explica que “reações alérgicas mais graves podem gerar uma obstrução das vias aéreas, podendo levar a insuficiência respiratória aguda, queda acentuada da pressão arterial, choque e, em casos extremos, parada cardíaca”.

Além disso, conforme a médica, também há o risco de reações bifásicas. Isto é, após uma fase livre dos sintomas, pode ocorrer uma reação tardia, dentro de 1 a 72 horas, mesmo que não tenha ocorrido uma nova ingestão do alimento que causa a alergia. “Tem ainda complicações crônicas como o risco de desenvolver asma e dermatite atópica”, acrescenta.

A alergia alimentar também pode afetar a saúde física e mental dos pacientes de outras maneiras. “Além disso, há um impacto na qualidade de vida, pois conviver com o risco de reações alérgicas pode causar estresse constante e ansiedade. A necessidade de evitar certos alimentos pode levar a deficiências nutricionais, isolamento social e emocional”, explica a nutróloga.

Quanto às restrições alimentares, é importante um acompanhamento médico para realizar as substituições adequadas para não ocorrer comprometimento nutricional.

Agindo em casos de alergia alimentar

A alergia alimentar é uma condição que merece atenção, pois pode colocar a vida em risco. Por isso, ao identificar os sintomas, é necessário agir rapidamente para evitar complicações. “Primeiro, é importante reconhecer e identificar os sintomas, se são leves a moderados (urticária, coceira, erupções cutâneas, dor abdominal, náusea, vômito, diarreia, congestão nasal, espirros, tosse, prurido oral) ou graves, como a anafilaxia (inchaço da garganta, dificuldade para respirar, chiado no peito, tontura, queda da pressão arterial, pulso rápido e fraco, desmaio, confusão)”, lista a Dra. Marcella Garcez.

Se o paciente já tem ciência da alergia alimentar e recomendação médica de medicamentos para casos de reações alérgicas, pode administrá-los conforme a gravidade dos sintomas. “Para sintomas leves a moderados, são indicados anti-histamínicos. Já para sintomas graves ou sinais de anafilaxia, o autoinjetor de epinefrina. Em casos de sintomas graves ou após administração de epinefrina, é fundamental também ligar imediatamente para o serviço de emergência”, recomenda a nutróloga.

Em crises de reação alérgica, monitorar os sinais vitais é essencial Imagem: Pixel-Shot | Shutterstock

Cuidados durante reações alérgicas graves

Ao presenciar casos de reação alérgica grave, especialmente sinais de anafilaxia, é importante que familiares e outras pessoas em volta ajam rapidamente para salvar a vida da pessoa afetada, uma vez que essa condição pode levar à morte.

“Se houver, administre imediatamente a epinefrina com o autoinjetor seguindo as instruções do fabricante. Imediatamente após a administração, chame ajuda médica informando que se trata de uma reação anafilática, assim como os sintomas, medicações administradas e histórico médico”, explica a Dra. Marcella Garcez.

Enquanto aguarda a ajuda médica, é importante posicionar adequadamente o paciente para ajudá-lo a respirar. “Se [a pessoa com a reação alérgica] estiver com dificuldade para respirar, coloque-a em uma posição que facilite a respiração, geralmente sentada ou semissentada. Se estiver inconsciente, coloque de lado na posição de recuperação para evitar asfixia”, indica.

Além disso, ela explica que é importante monitorar os sinais vitais, como pulso e respiração, enquanto espera a chegada da ajuda médica. “Se os sintomas não melhorarem dentro de 5 a 15 minutos após a primeira dose de epinefrina e a ajuda médica ainda não tiver chegado, administre uma segunda dose do medicamento”, recomenda.

Mesmo que os sintomas tenham aparentemente melhorado após o uso da epinefrina, é importante levar o paciente ao hospital para ser avaliado por um médico. “Reações bifásicas podem ocorrer, aonde os sintomas retornam após um período de melhora”, explica. Além disso, é importante fornecer ao médico detalhes sobre a hora da ingestão do alimento que causou a alergia alimentar, os sintomas observados e as medicações administradas.





Fonte: Jovem Pan

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